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domingo, 12 de maio de 2013 Sem categoria | 08:46

Às mães que são mães, às mães que são pais, aos pais que são mães e às mães em potencial

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Mainha, obrigado pela vida que me destes; obrigado por me dar à luz e por não ter deixado que essa luz jamais se apagasse em minha vida!

Obrigado, minha mãe, amada, por ter me ensinado a ser um homem honrado e por ter despertado, em mim, o amor pelo outro, pelos diferentes!

Obrigado por ter me acolhido e me defendido da estupidez homofóbica depois de me ouvir!

Sempre que penso em você – e, pensando em você, penso em todas as outras mães (as mães que são mães, as mães que são pais, os pais que são mães e as mães em potencial) – me vem à cabeça esses versos de uma canção que você gosta tanto:

“Só queria ouvir sua voz

me dizendo sorrindo

‘aproveite o seu tempo,

você ainda é um menino’.

Apesar de distância e do tempo,

eu não posso esconder:

tudo isso eu às vezes preciso escutar de você”

Te amo!

*Na foto, o deputado Jean Wyllys e sua “mainha”

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quarta-feira, 1 de maio de 2013 CDHM, direitos humanos, LGBTs, Sem categoria | 20:37

É que Narciso acha feio o que não é espelho

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Depois de sair brevemente dos holofotes da imprensa por causa da PEC de Nazareno Fonteles (PT-PI), o presidente da Comissão de Direitos e Minorias da Câmara dos Deputados encontrou um meio de tentar atrair novamente, para si, a atenção da mídia: colocou na pauta da comissão os projetos de legalização de “cura da homossexualidade” e o da “criminalização da heterofobia” – ambos contrários à cidadania de lésbicas, gays, travestis e transsexuals. E está conseguindo. Não só parte da imprensa voltou a lhe dar atenção por conta disso, como também muitos ativistas voltaram a colocar o nome do presidente da CDHM em circulação na internet, atendendo a seus apelos narcisistas.
Alguns desses ativistas não apenas caíram na armadilha do pastor como, num arroubo de indignação histérica, também começaram a tratar a possível aprovação dos projetos na CDHM como algo que os converteriam em leis que passariam a vigorar no dia seguinte (ou seja, começaram a fazer tudo o que o pastor esperava para poder jogar para sua platéia homofóbica). Ora, não é assim que a banda toca.
Em primeiro lugar, se aprovados na CDHM (e serão porque os fundamentalistas religiosos, lá na comissão, são ampla maioria e têm quorum, mesmo com a saída dos cinco deputados verdadeiramente comprometidos com os Direitos Humanos e com as minorias), se aprovados aí, os projetos serão encaminhados para outras comissões onde eles jamais serão aprovados e jamais chegarão a plenário. Em segundo lugar, a CDHM  que aprovará esses dois projetos bizarros – um deles, um deboche descarado à democracia – tem legalidade, mas não tem legitimidade. O que isso quer dizer? Quer dizer que ela não é reconhecida nem respeitada por nenhum defensor dos Direitos Humanos ou organização dedicada a estes no Brasil; quer dizer que qualquer proposição legislativa que ela aprove não será levada a sério (nem mesmo por boa parte dos deputados daquela casa).
Sendo assim, não há razão para histeria. E essa atitude do presidente da CDHM  – essa de pôr em pauta dois projetos bizarros por uma comissão desacredita e sem legitimidade – só deve ser ridicularizada. A nossa saída dessa comissão foi a decisão mais acertada (aliás, eu defendi essa posição desde o primeiro momento em que ela foi tomada por uma maioria fundamentalista religiosa numa manobra política!). Acertada porque retiramos, dela, a legitimidade, já que não endossaríamos suas decisões com nossa inevitável derrota precedida de debate em que serviríamos tão somente de trampolim para o discurso reacionário e homofóbico da maioria, mas também porque, com a nossa saída, pudemos criar e garantir outros espaços políticos e legislativos para tocarmos a pauta dos Direitos Humanos de minorias. A nossa decisão foi tão acertada que o deputado João Campos, num arroubo de desespero, protocolou pedido de anulação desses espaços ao presidente da Câmara dos Deputados e o deputado Roberto de Lucena foi à tribuna pedir a nossa volta.
Enquanto a CDHM fazia audiência a porta fechadas para uma claque evangélica, a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos recebia, a portas escancaradas e com a presença de movimentos sociais e outros defensores dos DHs, o relatório do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs e o do Projeto Monitorameto dos DHs no Brasil sobre violência na América Latina.
Estava clara a diferença ente nós e eles. Quem trabalha de verdade por direitos humanos não pode perder tempo com os caprichos de um narcisista irresponsável nem com o descaso de fundamentalistas com a dor de minorias estigmatizadas e sem direitos fundamentais garantidos. A nossa decisão foi acertada e agora os DHs de minorias contam com espaços legislativos e políticos para serem defendidos e promovidos.
Cuidado com as armadilhas!
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quarta-feira, 17 de abril de 2013 Sem categoria | 19:32

Saímos, mas a luta segue!

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Em reunião ocorrida na tarde de hoje, os deputados e deputadas petistas que fazem parte da coordenação colegiada da Frente em Defesa dos Direitos Humanos decidiram oficializar sua saída da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. A decisão acompanha a avaliação que fiz quando o deputado Feliciano foi eleito presidente da mesma.

Há um mês estou fora da CDHM por acreditar que não havia ali, sob a presidência de Feliciano e com fundamentalistas como maioria, espaço político nem legislativo para Direitos Humanos de minorias; deixei de ir para fortalecer um espaço alternativo onde os temas dos Direitos Humanos pudessem ser tratados: a Frente Parlamentar dos Direitos Humanos, já constituída, e a Subcomissão de Cultura e Direitos Humanos da Comissão de Cultura, onde sou titular.

A prova da eficácia dessa estratégia já está rendendo frutos e a construção de uma agenda da Frente: Aprovamos, na Comissão de Educação e na Comissão de Cultura, o 10º seminário LGBT do Congresso Nacional, “Religião e Diversidades”; fizemos hoje uma reunião com o ministro Joaquim Barbosa para tratar da questão indígena; e já temos uma diligência marcada para o dia 26 para Goiânia para tratar de assassinatos de moradores de rua. Também construímos um requerimento, subscrito por mim e pela deputada Iara Bernardi, de audiência com o ministro Aloísio Mercadante para tratar da lei 10.639, que implementa o ensino de cultura africana e indígena nas escolas.

Essas ações vão de acordo com o nosso objetivo de redirecionar o trabalho sério que vimos fazendo na CDHM em defesa dos direitos humanos dos grupos historicamente estigmatizados, que tanto dependem de nós. Não serviremos de trampolim para fundamentalistas homofóbicos, inimigos da cidadania plena de minorias e desonestos intelectuais.

Contudo, apesar de criar e fortalecer um espaço alternativo político e legislativo para os Direitos Humanos, nós continuamos repudiando a presença de Feliciano à frente da CDHM e declaramos apoio aos movimentos sociais que continuam protestando contra o destino lamentável da comissão, seja na Câmara, ocupando os corredores, seja nas redes sociais.

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quarta-feira, 3 de abril de 2013 Sem categoria | 17:24

Parabéns, Daniela Mercury!

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Daniela Mercury, antes de se assumir publicamente, já tinha aderido à campanha pelo casamento civil igualitário, assim como outros artistas com o mesmo prestígio e popularidade dela. Mas o fato dela ter se assumido, inclusive exibindo sua família feliz, tem um impacto positivo muito maior, não só na campanha do casamento igualitário, mas na construção da cidadania LGBT e no aumento da autoestima dos homossexuais.

O impacto da posição de Daniela é tão positivo e relevante quanto a de Rick Martin. E, como ele, Daniela não terá seu prestígio e talento abalados, muito pelo contrário.

Estou feliz por ela! Sou fã incondicional!

Assista o vídeo gravado por ela em apoio à campanha do casamento igualitário:

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