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terça-feira, 17 de março de 2015 Crítica, homofobia, LGBTs | 18:34

Temi por mim. Temo por nós.

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Rodrigo Mariano, ao voltar do supermercado, foi esfaqueado pelas costas por seu vizinho dentro do prédio onde mora, e quase ficou tetraplégico. O agressor, mesmo tendo sido preso em flagrante, com o ataque registrado em vídeo, já está solto. Segundo ele mesmo, a razão do ataque foi o fato de Rodrigo ser gay.

Como pode uma pessoa que tentou um homicídio qualificado – por motivação torpe – ser liberada mediante pagamento de fiança, sob a alegação de uma simples lesão corporal?

Várias questões se impõem neste momento: como os homossexuais podem se sentir seguros a partir disso? Como pode um delegado conduzir uma clara agressão homofóbica, que ceifa centenas de vidas por ano, de maneira tão superficial? Em que medida essa homofobia institucionalizada, ainda marcante nas investigações criminais, não autoriza ataques semelhantes doravante? Que horror! E pensar que isso pode acontecer com qualquer um de nós…

Diante de tantos e crescentes casos claros de ataques motivados pela homofobia, qual seria a conduta mais justa do delgado e das instituições de proteção da vida?

Sem palavras, eu deixo com vocês o relato de Rodrigo Mariano. Entrei em contato com Rodrigo e coloquei minha equipe jurídica à sua disposição. Acompanharei de perto o caso e cobrarei do delegado para que esta TENTATIVA DE HOMICÍDIO não fique impune. Também levarei essa denúncia à Comissão de Direitos Humanos e Minorias e à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República para que possam avaliar proteção à vítima.

“No mês de novembro de 2014 depois de varias ofensas de sua homofobia realizada pelo meu vizinho, que todas as vezes me ofendia e me chamava sempre de viadinho, e outros termos pejorativos, por não aguentar mais insultos acabei reagindo a estas agressões verbais. Depois deste episódio nunca mais se falamos sentia sempre seu olhar com ódio e temor contra a minha pessoa, mas em acreditar cada um na sua fui vivendo minha vida . Nesta terça feira dia 10 de março de 2015., onde este cidadão Wanderson estava na frente ao playgrond . Ele olhou feio pra mim mas não falou e não fez nada. Fui no mercado, fiz as minhas compras. Quando eu voltei estavam ele e a esposa em frente a entrada do meu prédio. Conforme eu caminhava sentido eles para entrar no prédio eu ouvi a esposa dele dizendo “tem certeza q é isso que vc quer fazer”? Ele respondeu: “sim”. Aí a esposa (Adriana) disse “então faça”. Nisso eu já havia entrado no prédio e estava em frente ao elevador qd eu sinto uma coronhada no meu pescoço. Ele me pegou pelas costas com uma faca d açougueiro d +/- 30 cm e me deu uma machadada q pegou no meu pescoço e coluna. O corte foi profundo e trincou o osso da coluna. Eu caí no chão sem forças pra correr. Nisso ele disse “Isso é pra você aprender a não olhar na cara de um homem de verdade e agora você vai morrer VIADO”. Eu gritei desesperadamente por socorro e o Zelador (Mário) correu e segurou o Wanderson. Depois disso eu fui rastejando até o meu apt onde o meu amigo me socorreu. Ele ligou pro SAMU e pra polícia. O agressor foi preso em flagrante, porém foi liberado pela polícia no outro dia após pagamento de fiança. E desde então eu estou no hospital.”

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