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sexta-feira, 25 de julho de 2014 Crítica, direitos humanos | 19:11

Considerações sobre a guerra dos homens, a vitória de David sobre Golias e as responsabilidades da presidenta

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Menino palestino nos destroços de um prédio destruído em Gaza - MOHAMMED ABED / AFP

Menino palestino nos destroços de um prédio destruído em Gaza – MOHAMMED ABED / AFP

Quase todos estão acompanhando – e opinando, com propriedade ou sem; com paixão ou sem, sobre – o mais recente capítulo das violentas investidas militares do Estado de Israel em Gaza. Depois de um silêncio bastante questionado – silêncio que talvez correspondesse a um temor de que se azedassem, de alguma forma, as relações diplomáticas entre o Brasil e Israel – o governo brasileiro decidiu criticar aquilo que definiu como “uso desproporcional da força”, por parte do governo israelense, em sua nova investida militar na Faixa de Gaza (que, dessa vez, tem, como “justificativa”, o assassinato brutal dos três jovens israelenses por “terroristas” palestinos).

O governo brasileiro foi, convenhamos, excessivamente elegante em sua “crítica” se considerarmos a quantidade de civis palestinos destroçados pelas poderosas armas do exército de Israel. O governo do Brasil agiu com diplomacia. À que o governo de Israel, por meio de seu porta-voz, Yigal Palmor, reagiu com deselegância e arrogância, buscando humilhar a nossa nação por meio do menosprezo de sua importância nas relações internacionais – “anão diplomático”, essa foi a expressão de Palmor para se referir ao Brasil – e da evocação da derrota do Brasil pela Alemanha, por 7 a 1, na Copa do Mundo.

Palmor é um homem, porta-voz de um governo que tem, como presidente e primeiro-ministro, outros dois homens. O governo brasileiro é tocado por uma mulher.

O conteúdo da troca de declarações entre esses dois governos (conduzidos por pessoas de gêneros opostos) sobre o massacre que a investida militar israelense está produzindo – em especial, a evocação do futebol no meio de um diálogo diplomático sobre guerra – me fez lembrar de algo que a escritora Virgínia Woolf escreveu em Três guinéus, livro com suas considerações sobre as raízes da guerra publicado em 1938, um ano antes de eclodir a Segunda Guerra Mundial. Em resposta a um advogado que lhe perguntou “Em sua opinião, como podemos evitar a guerra?”, Woolf diz que suas perspectivas sobre a guerra não podem ser a mesma porque a guerra é uma coisa de homens, já que, para estes (em sua maioria), segundo a escritora, existe “uma glória, uma necessidade, uma satisfação em lutar” que a ampla maioria das mulheres não desfruta. Ou, nas palavras de Susan Sontag, “a máquina de matar tem um gênero, e ele é masculino”.

Foto: Suhaib Salem/Reuters

Foto: Suhaib Salem/Reuters

Sou uma pessoa que lê a vida de maneira crítica, logo, busco mergulhar na superfície da aparência, interpretando aquilo que, para muitos ou mesmo para a maioria, passa despercebido. Sendo assim, a resposta do governo de Israel, por meio de seu porta-voz, ao governo brasileiro, conduzido por uma mulher, pareceu-me como uma demarcação de território: “Nós somos um governo de homens. E são homens que sabem o que é e fazer a guerra. Portanto, quem sabe o que é proporcional ou desproporcional numa guerra somos nós, não você, uma mulher”. Não por acaso Palmor evocou, em sua fala, o futebol, esporte sobre o qual os homens ainda querem ter exclusividade. Nas entrelinhas da declaração do porta-voz israelense, é como se a seleção brasileira tivesse perdido o mundial porque a nação está conduzida por uma mulher.

A grosseria de Palmor ganhou aplausos de antipetistas e fascistas nas redes sociais. Um equívoco lamentável, já que, nesse caso, o governo da presidenta Dilma se colocou do lado da justiça e ela, mais uma vez, ergue-se digna ante a reação da ordem da dominação masculina. A presidenta pode não entender de guerra (nem de futebol), mas, se mostrou sensível àquilo que tem chocado a comunidade internacional, incluindo aí judeus étnicos e religiosos espalhados pelo mundo e no próprio Estado de Israel. As fotos que circulam nos sites de notícias e nas redes sociais (as que ilustram este post é da agência Reuters) mostram o quão equivocados estão os homens do governo de Israel: sim, a força do exercito israelense é desproporcional, desmedida e corresponde a um modo de guerrear que podemos chamar de “bárbaro”, já que os civis é que são seu alvo. Sim, as fotos documentam antes o massacre de civis palestinos do que o confronto entre dois exércitos.

É óbvio que ninguém é insensível à dor do povo israelense quando alguns dos seus são alvos de atentados terroristas. Porém, qualquer pessoa que esteja do lado do que é certo e justo não vai aceitar o massacre de uma população inteira devido a incapacidade ou má vontade do governo de Israel de distinguir terroristas do restante da população de Gaza que lhe oferece resistência política e cultural (da mesma forma que – e sem querer forçar a comparação – quem está do lado do que é certo e justo não vai aceitar a criminalização de todos os movimentos sociais porque integrantes de alguns deles promovem quebra-quebra na via pública).
Parabenizo a postura do governo da presidenta Dilma ante o que está acontecendo em gaza e louvo sua dignidade feminina ante a reação do porta-voz do governo israelense.

Foto: Suhaib Salem/Reuters

Foto: Suhaib Salem/Reuters

Diante de Israel e ao seus olhos, o Brasil pode parecer um “anão”, como o rei David também parecia aos olhos de Golias. Porém, sendo o Brasil uma nação em desenvolvimento que ocupa a posição de sétima economia do mundo, pode vir a relembrar a Israel a moral que o mito judeu de fundação encerra: tamanho e força não são garantias de vitória. David venceu Golias.

Por fim, eu gostaria de ouvir, da presidenta, alguma declaração (e principalmente alguma pressão junto os governos estaduais, em especial, o do Rio de Janeiro) também sobre o uso “desproporcional da força”, por parte das polícias militares, em suas investidas nas favelas e comunidades pobres e contra as manifestações populares de descontentamento com os governos. Esse uso desproporcional – eu chamaria de abuso – da força, por parte das polícias militares, tem produzido uma quantidade de homicídios semelhante à de uma guerra. E suas vítimas são principalmente homens negros jovens e pobres. A senhora pode não entender de guerra, presidenta Dilma, como sugeriu o porta-voz de Israel, mas se entende de humanismo e de solidariedade em relação à dor do outro, como mostrou ao criticar a investida israelense em Gaza, presidenta, por favor, faça algo também em relação ao abuso da força policial no Brasil.

 

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16 comentários | Comentar

  1. 66 GERSON SPIELMANN 18/11/2014 9:17

    Quero apenas ressaltar que o povo judeu respeita o povo árabe e palestino, tanto que cedeu GAZA para ter um estado Palestino, no entanto Os Palestinos não aceitam como vizinhos os Judeus e os atacam covardemente e ainda usam crianças deles próprios como escudos de áreas militares. Israel possuem tecnologia e consegue abater misseis no ar e evitar desatres maiores em Israel. O que parece aos olhos um massacre na verdade é uma excelente defesa que os israelenses tem para evitar noites e noites de bombardeiros. Já os palestinos e radicais muçulmanos ao invés de investir em GAZA e em seu povo, prefere torrar com armamentos pesados. Eles deveriam aprender a serem diplomáticos e ganhar com o talento e não com o terrorismo.
    Você que luta contra homofobia e direito das mulheres deveria saber que num país muçulmano ser gay é motivo de pena de morte. E mulher andar sem burca ou em trajes ou ainda ir assistir a uma partida de futebol é algo inadmissível a esse povo que você tanto cultua.
    Israel você vê vários árabes e palestinos viverem felizes com essa adversidade e liberdade, o que ISRAEL é contra radicais extremistas que usam como escudos crianças e não respeitam o espaço que conquistaram. Se querem um espaço devem respeitar seus vizinhos. Ou será que estou errado? O Brasil se manifestou sem conhecer os fatos, por isso levou uma chamada merecida.

  2. 65 César 14/11/2014 9:39

    À V. Ex.ª Dep. Jean Wyllys,

    Pelo qual guardo digno respeito pela vossa militância no Brasil. Saúdo-vos desejando votos de felicidade, paz, boa saúde e sucesso em vosso renovado tempo de deputado.

    Saúdo-vos e então, pergunto-vos do porquê nenhuma crítica é feita ao Hamas, este grupo o qual sequer é mencionado no texto, o qual também inclusive, além de forçar sua própria população a servir aos soldados de escudo humanos, também não tem nenhuma simpatia pelo movimento LGBT e tem uma política de matar um homossexual à primeira vista.

    Gostaria de saber porquê da crítica tão voraz pelo simples fato de um exército ser maior do que o outro, quando é bem sabido que Israel avisa aos habitantes dos ataques com antecedência (o que não é feito por nenhum outro exército do mundo).

    Gostaria de incluir nisto que não tão “óbvio” quando Vossa Excelência diz que “ninguém é insensível à dor do povo israelense quando alguns dos seus são alvos de atentados terroristas”. Mesmo porquê, embora estando ciente de vossa coluna na Carta Capital condenando o antissemitismo, pouco há na Esquerda Brasileira a condenação pelo aumento ao antissemitismo no mundo.

    Incidentes alarmantes de antissemitismo aumenta 1200% na África do Sul, 800% na Oceania e mais de 400% na Europa.

    Quantos judeus serão acusados por decisões do Estado de Israel? E quanto Israel será acusada por defender seu território? Não fosse o Iron Dome, Israel teria ficado em cacos. Quem aguentaria, Vossa Excelência, uma enxurrada de mais de seis mísseis por minuto?

    Também incluo, em grave preocupação, que os movimentos palestinos pela causa LGBT e pelos direitos das mulheres ficam em territórios israelense; tanto no que se refere à Palestina da Cisjordânia quanto da Faixa de Gaza.

    A crítica aos Direitos Humanos em Israel é pertinente. E que houveram crimes contra a humanidade por parte do Exército de Israel, ninguém pode dizer que não houve. Mas não como se fala. E nem na proporção.

    Pois a crítica aos Direitos Humanos que Israel recebe é desproporcional ás críticas que o Hamas e o Estado Palestino recebem. Acabou se tornando uma mera plataforma de discordância políticas no Brasil. A Direita brasileira apoia Israel por interesse em alianças comerciais. A Esquerda discorda por discordar e não por crítica.

    Vossa Excelência diz em vosso artigo: “Sou uma pessoa que lê a vida de maneira crítica, logo, busco mergulhar na superfície da aparência, interpretando aquilo que, para muitos ou mesmo para a maioria, passa despercebido”. Jamais ousaria discordar de Vossa Excelência, acompanhando e admirando seu trabalho.

    Todavia, vossa crítica neste artigo passa apenas na aparência do jogo de diplomacias. Vossa crítica a Israel baseia-se tão somente em fotos, conforme Vossa Excelência aponta em: “As fotos que circulam nos sites de notícias e nas redes sociais (as que ilustram este post é da agência Reuters) mostram o quão equivocados estão os homens do governo de Israel: sim, a força do exercito israelense é desproporcional, desmedida e corresponde a um modo de guerrear que podemos chamar de “bárbaro”, já que os civis é que são seu alvo. Sim, as fotos documentam antes o massacre de civis palestinos do que o confronto entre dois exércitos.”

    Vossa Excelência, as fotos são apenas fotos. As fotos só mostram imagens. Imagens que retratam a destruição e o sofrimento? Sim. Sderot também tem fotos. Israel também tem fotos de lugares destruídos pelos mísseis palestinos. Também há fotos sobre os túneis que o Hamas abriu para matar israelenses. E haveriam fotos sobre massacres que o Hamas teria conseguido fazer, caso conseguissem terminar sua construção.

    Também há fotos e vídeos, Vossa Excelência, do Hamas agarrando crianças e forçando-as a servir de cobertura. Também há fotos e vídeos do exército de Israel interrompendo ataques por terem pessoas demais na área de ação. Também há fotos e vídeos, Vossa Excelência, dos hospitais de campo que Israel abriu para os refugiados da Faixa de Gaza — chegam a ser mais bem equipados do que os hospitais de Gaza.

    Que nação do mundo, Vossa Excelência, cuida dos feridos de seus inimigos?

    Que nação do mundo, Vossa Excelência, liga aos civis pedindo que evacuem antes que o bombardeio chegue?

    Que nação do mundo, Vossa Excelência, envia panfletos na língua de seu adversário para que os civis sejam informados antes que seja tarde?

    Não vos engane, Vossa Excelência, o Exército de Israel não é santo. Cometeu sim, abusos, mas estes não estão registrados em tantas fotos. Na verdade, os piores abusos não estão na fotos.

    Nem os abusos do Hamas e nem os abusos do exército de Israel.

    Não deixe passar despercebido, como a Esquerda brasileira, tem deixado assim passar. Não permita que o ataque a Israel se torna uma cartilha, que a ideia da destituição do Estado de Israel se torne um objetivo pelo qual militar. Antissionismo é antissemitismo da mesma maneira que seria racismo negar ao índio sua terra, negar ao negro sua origem — o que é também verdade ao povo palestino, que possui igual direito sobre as terras.

    Por um Estado Palestino? Sim, sem dúvida! Um Estado Palestino Laico? Com certeza. Mas o Hamas não tem interesse em laicismo e essa é a razão pela qual o Hamas se opõe ao Fatah. O Hamas tem interesse aberto em impor a Shar’ia: está nas atas de seu manifesto. O Fatah da Cisjordânia é o único que parece ter interesse em laicismo — e ainda assim, acredita na fábula de que Israel deseja destruir a mesquita de Al-Aqsa: quando tiveram todas as oportunidades em fazê-lo e ainda hoje está de pé, com o monte sob controle dos árabes!

    Desejando-lhe novamente felicidade, paz, boa saúde e sucesso, despeço-me recomendando-lhe uma reavaliação da questão Israel-Palestina. Com menos fotos e mais textos.

  3. 64 Joao 26/07/2014 7:00

    Excelente texto. Eu não gosto do PT e acho que infelizmente a Dilma não está fazendo um bom governo. Porém, quando uma boa coisa é feita, deve-se elogiar. E eu parabenizo a atitude do Brasil em votar favoravelmente a uma investigação de crimes de guerra por parte de Israel. Parabéns presidenta. Obviamente, vai sempre aparecer uma babaca (como um certo colunista da Veja) que vai começar a insinuar que foi uma atitude Antissemita. Usam a velha desculpa para justificar os erros de Israel e fugir ao criticismo.

  4. 63 Firmino Henrique 26/07/2014 2:42

    Concordo em quase tudo com o sr. Jean Wyllys, ressalvando a seguinte parte: “porém, qualquer pessoa que esteja do lado do que é certo e justo não vai aceitar o massacre de uma população inteira devido a incapacidade ou má vontade do governo de Israel de distinguir terroristas do restante da população de Gaza”, pois não há incapacidade ou má vontade. SÃO ALVOS ESTUDADOS, OS ATINGEM DELIBERADAMENTE.

  5. 62 Ana Maria 26/07/2014 2:41

    Provavelmente ficou claro, neste episódio que cita, o caráter preconceituoso a que você se refere, usado pelo porta voz. Nada vi a respeito. E, sendo assim, seu texto é ótimo e oportuno. O comentário do embaixador, ou seu porta voz Palmer, é nada apropriado á sua distinção. Mas, caso ele estivesse se referindo á relação de chefe de governo e seu povo (visto manifestações deste, em partidas de futebol e outras ocasiões), não considero grosseiro o argumento usado. Me parece que também você notou isso ao sugerir a aplicação da mesma crítica, no que tange a nossa própria situação político social. Concordo com o parâmetro David/Golias, em ambos os casos. Só mudei o ponto de vista. Homem ou mulher… com tal desempenho junto a seu povo, só pode ser considerado
    (na diplomacia) um “anão diplomático”.

  6. 61 JC Tavares 26/07/2014 1:31

    Parabéns não só a Dilma, mas a tão brilhante texto, lucidez e bom senso. Já não posso dizer o mesmo da grande mídia que por politicagem tendenciosa, pratica o anti jornalismo, ao dar destaque às palavras desrespeitosas do Senhor da Guerra israelense em desfavor do nosso país, colocando-se nas entrelinhas favorável ao Golias que massacra impiedosamente inocentes civis, entre eles crianças e idosos. Logo ela que deveria agir como o muro de arrimo de uma sociedade, zelando pelo David não só do Brasil mas de todo um planeta chamado Terra.

  7. 60 JC Tavares 26/07/2014 0:58

    Meu caro, Jean Wyllys, vocé parabeniza Dilma, e eu parabenizo a ambos, lucidez nesse texto. Também tenho citado a luta contra Golias quando se trata da grande mídia, que nas entrelinhas mostra sua indiferença a fatos tão indignos e, ao dar uma conotação política tendenciosa desfavorável ao David no caso o Brasil. Essa insensatez de dar destaque às palavras desrespeitosas ao nosso país, proferidas pelo Senhor da Guerra israelense, a nossa imprensa demonstra a mesquinhez, o egocentrismo daquela que deveria ser o muro de arrimo de uma sociedade, não só do David mas do David de todo o planeta chamado T

  8. 59 Rodolfo 26/07/2014 0:39

    Bravo, Jean! Ótimo texto e pertinentes reflexões.

  9. 58 Terencio Ferreira 26/07/2014 0:38

    O Congresso deveria colocar em pauta boicotar Israel no sentido de parceiro econômico, pois sei que o Brasil compra drones, e muito outros produtos na área de tecnologia,sugiro boicotar em todos os níveis, cultural, esportivo e econômico.

  10. 57 Ibsen Marques 25/07/2014 22:48

    Confesso que tinha desenvolvido preconceito em relação ao Jean Wyllys, e por dois motivos: por ter participado do Big Brother e por ser gay. Faço aqui o “mea culpa” não só pela lucidez de seu texto, mas por seu desempenho como deputado federal. Tenho acompanhado alguns debates e discussões na Câmara e estou muito bem impressionado com sua atuação. Felizmente sua atuação corajosa e responsável traz luz nova sobre antigos preconceitos e nos faz ver quão equivocados estávamos. Parabéns Jean e obrigado por trazer novos olhares sobre o ser humano.

  11. 56 Carlos 25/07/2014 21:41

    Falar o que mais , apóio em numero e gênero com o Jean Wyllys , só gostaria de fazer uma observação em relação aos protesto do Rio de Janeiro e da maioria das cidades Brasileiras. Posso estar errado dentro da minha ignorância, mais ativista é uma coisa, e terrorista eu acho que é outra bem diferente. Eu vi muitos donos de lojas chorando pela perda do seu patrimônio conseguido com muito trabalho e suor, vi trabalhador tb chorando pela perda do seu carro queimado no centro do Rio, que era o seu material de trabalho,em fim, vi muitas desgraças nessas manifestações e figuei estarrecido. Ai eu pergunto são ATIVISTAS OU TERRORISTAS, acredito mais que esse grupo que causou essas desgraças são TERRORISTAS E DEVE RESSARCIR OS DANOS CAUSADOS, E SER JULGADOS COMO TAL.

  12. 55 Antonio Evangelista 25/07/2014 21:32

    Caro Senhor, concordo com alguma das coisas escritas em seus comentários, mas no geral vejo Israel com razão, pois todo santo dia tem um homem bomba na sala deles, toda hora enviam bombas da faixa de Gaza para o quintal de Israel. Cavaram tuneis sobre a fronteira para poderem atacar Israel. Gostaria de ver se fosse com o Sr., mas como pimenta só arde no ….. do vizinho….. Israel montou um super exército e criou um armamento do porte que estamos vendo, foi somente para se defender de quem os estão lhe atacando. Quanto a falta de diplomacia ao ofender o estado brasileiro de ” anão diplomático” não caiu bem, mas eles estão certos, o Brasil não passa disso, é como minha saudosa mãe sempre falou: “Não admito que ninguém fale mal dos meus filhos, somente eu posso falar”. é isso que ocorre, não admitimos que falem mal do Brasil, mas em compensação metemos o pau nele. O Brasil não tem moral da falar de ninguém, pois o que vemos aqui dentro é pior do que aquela guerra idiota, o Sr. como um homem informado já viu a atrocidade cometida por este governo, a roubalheira que se instalou nestes 12 anos de governo? Não adianta eu ficar escrevendo, escrevendo sobre os atos cometidos no exterior, de uma coisa eu agradeço a “Deus”, não me deu vizinhos fanáticos, desumanos e terroristas, gostaria de ver o que o Sr. e esta cambada que estão tomando as dores de um povo, que na minha opinião não deveria existir na face da terra, fossem nosso vizinho aqui na América do Sul e mandassem bombas, explodissem nossos prédios, escolas etc…etc….etc… em nome de DEUS.

  13. 54 Coutinho 25/07/2014 21:31

    Parabenizo à Presidenta Dilma pela iniciativa de defender crianças, idosos, mulheres, em suma, uma população indefesa, das atrocidades cometidas por terroristas oficiais com apoio dos países europeus e dos EUA sob a complacência da obediente ONU.

  14. 53 Jose Raimundo 25/07/2014 21:23

    Parabéns Deputado Jean Wyllys pela coerência na análise dos fatos. Até quando o mundo e as “grandes nações” vão permitir esse genocídio??????????????????????????????

  15. 52 Edu 25/07/2014 21:13

    Parabéns Jean pelo seu comentário brilhante. A posição do Brasil é justa ao condenar o massacre de Israel aos palestinos.
    Todos os países que se dizem democráticos deveriam seguir o mesmo exemplo da diplomacia brasileira.

  16. 51 karol 25/07/2014 21:08

    E eu dou os parabéns ao provo brasileiro, que mesmo sufocado a tantos impostos, ainda esta conseguindo solidarizar com o povo estrangeiro, ao contrario dos políticos brasileiros que so querem tirarem o proveito do povo. Hipócritas são os que apoiam pessoas que tanto massacram o povo brasileiro, que em vez de se preocuparem com a saude e educação do povo brasileiro, ficam preocupados com assuntos torpes.

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