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sexta-feira, 18 de julho de 2014 Cultura, homofobia, LGBTs | 01:00

Em defesa da construção e proteção de todas as famílias brasileiras!

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Bss0SVoIEAAn0dvQuem me acompanha por aqui sabe que eu adoro, acompanho e comento telenovelas, sempre que tenho um tempo livre no meu trabalho parlamentar, porque, para além do meu entretenimento pessoal, eu considero a telenovela essencial para o entendimento da mentalidade do povo brasileiro e seus desdobramentos políticos e para a disputa dos corações e da mente dos brasileiros e das brasileiras no sentido de (re)construir uma mentalidade caracterizada pelo respeito à dignidade humana de todos e todas, a despeito de suas diferenças e identificações.

Na reta final de “Amor À Vida”, fui tomado pela emoção de ter presenciado – e contribuído de certo forma com – a exibição do primeiro beijo entre casais do mesmo sexo na novela do horário nobre da TV Globo – emissora que se especializou na produção destas, convertendo-as em carro-chefe de sua programação e em seu principal produto de exportação.

Agora, nos capítulos finais de “Em família”, a emoção é diferente, mas tão importante quanto a anterior: presenciar a exibição do primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo ( as personagens Clara e Marina) no capítulo da última quarta-feira na novela, com direito a um beijo mais prolongado que o de “Amor à vida” e aplaudido pela maioria dos outros personagens. A cena foi ao ar pouco mais de um ano após a regulamentação, por parte do CNJ, do casamento igualitário em todo o país – regulamentação provocada pelo meu mandato em parceria com a Arpen-RJ, como parte da campanha ‘Eu sou a favor do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo’, que toco desde que assumi as funções de deputado federal.

Como noveleiro assumido, a emoção que sinto agora é diferente porque não só eu, mas todos e todas que fizeram e fazem, aqui, no mundo real, a sua parte pela igualdade de direitos em nosso país, ajudamos a construir o futuro de Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller) na ficção. Contudo, isso não põe fim à batalha. É preciso que o direito ao casamento civil igualitário seja reconhecido em lei. O Congresso Nacional tem que se posicionar e deixar de ignorar e invisibilizar a realidade vivida por milhares de brasileiros e brasileiras.

Os novos arranjos familiares já formam a maioria no Brasil, com 50,1%, segundo o Censo Demográfico do IBGE realizado em 2010, para desespero daqueles que insistem em suas fantasias de que a família tida como tradicional é tão frágil que se destrói com o reconhecimento e garantia de direitos para os outros tipos de família.

Enquanto fundamentalistas religiosos vão na contra-mão da evolução social com suas campanhas de difamação na internet contra todos e todas que lutam por uma sociedade mais justa e igualitária, com seus parlamentares que tentam excluir os novos arranjos familiares em seu projetos de lei e estatutos discriminatórios e segregacionistas, e usam a tribuna do parlamento para atacar o amor com seu ódio, enquanto isso, o folhetim do horário nobre estampa o amor entre duas mulheres que, mais uma vez, como no caso de Félix e Nico, assumiram o posto de casal protagonista da trama, dominando os trending topics do Twitter e o número de visualizações dos vídeos mais acessados no site da novela.

Parabéns Manoel Carlos, Giovanna, Tainá e toda a equipe por representarem o amor e o direito de sermos felizes e protegidos pelo Estado, independentemente de como são nossos arranjos familiares. Um viva a todas as famílias brasileiras!

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