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quinta-feira, 6 de março de 2014 homofobia, LGBTs | 00:37

Para Alex, com carinho

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Quem me acompanha por aqui sabe que não tenho, por hábito, tratar de minha vida privada nem de minha intimidade. Concentro-me em debater ideias e fatos, sobretudo os ligados ao meu trabalho ou ao meu consumo cultural. Mas hoje vou abrir uma exceção…
Talvez seja a proximidade do aniversário de 40 anos, talvez seja o acúmulo de sentimentos não processados devido ao trabalho árduo dos últimos três anos, mas a verdade é que ando à flor da pele…
Hoje tive uma crise de choro ao ouvir, vinda da lanchonete da esquina, a música “No dia em que eu saí de casa”. A letra descreve quase que em detalhes um episódio de minha vida (e, por isso mesmo, as lembranças de minha mãe foram tão inevitáveis quanto as lágrimas):

“No dia em que saí de casa, minha mãe me disse ‘filho, vem cá’; passou a mão em meus cabelos; olhou em meus olhos e começou falar: ‘por onde você for, eu sigo com meu pensamento sempre, onde estiver; em minhas orações, eu vou pedir a Deus que ilumine os passos seus’.  Eu sei que ela nunca compreendeu os meus motivos de sair de lá, mas ela sabe que, depois que cresce, o filho vira passarinho e quer voar. Eu bem queria continuar ali, mas o destino quis me contrariar… E o olhar de minha mãe na porta, eu deixei chorando a me abençoar! A minha mãe, naquele dia, me falou do mundo como ele é; parece que ela conhecia cada pedra que eu iria por o pé. E sempre ao lado do meu pai, da pequena cidade, ela jamais saiu… Ela me disse assim: ‘meu filho, vá com Deus que este mundo inteiro é seu!”.

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Depois de ouvir essa música, ainda sentado ao computador para concluir uns textos, li a matéria de O Globo com a história completa do garotinho Alex, morto a pancadas pelo próprio pai para que “tomasse jeito de homem”. Alex, natural de Mossoró, RN, fora enviado, pela mãe, ao Rio de Janeiro para viver com o pai, desempregado e envolvido com o tráfico de drogas, porque ela, mãe de outros três filhos (também criados por terceiros), poderia perder a guarda de Alex por não enviá-lo à escola, já que não tinha meios para tal.

Olhei a foto do enterro de Alex e meu coração se apertou ao perceber que não havia quase ninguém lá… Sozinha, aquela semente indefesa esmagada violentamente por sua natural exuberância, não tinha ninguém por ela na despedida dessa vida que lhe foi tão injusta.
jean wyllys e mãeMeu coração se partiu e não pude controlar os soluços de choro. Por um instante, vi-me naquele caixão, sem futuro…
Semelhante a Alex, quando criança, eu também não tinha “jeito de homem”; gosta de brincar com as meninas, de roda; de desenhar no chão com palitos de fósforo riscados e pegava, escondido, as bonecas de plástico baratas de minhas primas; semelhante a Alex, eu gostava de cantar e dançar e essa minha diferença me tornava alvo de injúrias e insultos desde que me entendo por gente.

Cresci sob apelidos grosseiros e arremedos feitos pelos de fora. Naquela miséria em que eu vivia na infância, trabalhando desde os dez anos de idade nas ruas, o meu “jeitinho” me fazia vulnerável… e eu sabia disso ou, ao menos, intuía; por isso, dediquei-me aos estudos e ao exercício da minha inteligência. Busquei ser um menino admirável na escola e na Igreja para que meus pais não tivessem desculpas para me bater por aquilo que eu não podia mudar em mim.

Nem minha mãe amada nem meu pai que já se foi me espancaram por eu ser diferente, mas, ante os insultos e as injúrias de que eu era vítima, ambos me pressionavam com olhares e cobranças e meu pai, em particular, com um distanciamento.
Minha estratégia de sobrevivência deu certo, em casa e na escola. Transformei-me num adolescente inteligente e admirado. No movimento pastoral, aprendi a me levantar contra as injustiças (inclusive contra aquelas de que eu era vítima); aprendi o que era a homossexualidade e que havia outros iguais a mim, o que me levou a passar da vergonha para o orgulho do que era. Cursei, depois de um disputado vestibular, um dos mais cobiçados colégios técnicos da Bahia. E virei orgulho de meus pais, irmãos e de todos os meus familiares e vizinhos que me insultaram. Tanto que, no dia em que saí de casa de vez, rumo a Salvador, os olhos de minha mãe amada diziam: “Meu filho, vá com Deus que esse mundo inteiro é seu”. E é!

Mas eu e outros poucos que escapamos dos destinos imperfeitos ainda somos exceções. A regra é ser expulso de casa ou fugir como meio de sobreviver; é descer ao inferno da exclusão social e da falta de oportunidades; ou ter o futuro abortado pela violência doméstica, como aconteceu com o pequeno Alex…
Hoje eu quis, do fundo de meu coração, ter encontrado Alex antes de sua morte violenta e trazê-lo para preto de mim; quis voltar o tempo e livrá-lo da miséria em Mossoró e das mãos de seu algoz; de chamá-lo de “filho”; olhar em seus olhos e dizer “Por onde você for, eu te seguirei com meu pensamento pra te proteger”; quis apresentá-lo à minha mãe para que ela dissesse, a ele, “seu pai era igual a você quando criança e hoje eu tenho muito orgulho dele”…
Não deu, Alex. O destino nos contrariou: não nos quis juntos. Mas, em minhas orações, eu vou pedir a Deus, se é que ele existe mesmo, que ilumine sua alma…

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22 comentários | Comentar

  1. -78 Nubia 14/04/2014 1:20

    Jean, você me representa e tenho orgulho dizer isso!!!!

  2. -79 Roberto 10/04/2014 14:58

    Caro Jean, adorei seu artigo, me fez lembrar tanta coisa ( …e perseguições!), mas tenho CERTEZA de que a gora, mais do que nunca, ele está em Deus,. abraço carinhoso, Rob

  3. -80 João 16/03/2014 10:55

    Praticamente todos os gays que conheço já sofreram algum tipo de violência física ou verbal em seu ambiente familiar. Muitas vezes são vistos como doentes, aberrações, depravados e por aí vai… O resultado pode ser positivo ou negativo. No meu caso, posso te dizer que o resultado foi misto.
    Nasci na Baixada Fluminense, no bairro de Belford Roxo – Calundú, um lugar esquecido por Deus e sem eficácia de Lei. Uma miséria absurda!
    Quase todos os meus amigos de infância foram mortos por inúmeros motivos, inclusive orientação sexual, um verdadeiro horror.
    Pois bem, como muitos sabem, quando a família se afasta, sempre tem alguém pra acolher. No meu caso, fui abusado sexualmente desde os 8 anos de idade por pessoas próximas a família e sempre tive medo de revelar para minha família. O medo me aterrorizava. Quanto sofrimento uma criança pode passar quando não tem uma família presente. Alguém que pergunte se está tudo bem, eu não tive ninguém e ainda me sentia culpado, na minha cabeça eu era doente.
    O tempo passou, fiquei adolescente e comecei a me prostituir pra ganhar dinheiro, afinal de contas, eu já estava acostumado ao sexo e achava que a maneira mais fácil de conseguir dinheiro seria me prostituindo; Confesso que ganhei muito dinheiro pois neste país existe muito mais pedófilos do que imaginamos. Eu não me achava mais uma criança; minha infância já tinha sido roubada há alguns anos, mas no papel eu ainda era menor.
    Ao completar 17 anos, terminei meus estudos e continuei com os programas. Na maior idade, pousei nú para algumas revistas e também fiz alguns filmes pornôs… Mas não era isso o que eu queria, eu queria outra vida, uma vida que eu escolhesse, uma vida onde eu pudesse me sentir seguro sem estar nos braços de alguém.
    Decidi parar e refazer meus caminhos… Chamei a família pra conversa, falei para minha mãe, meus irmãos tudo o que aconteceu comigo na minha infância, antes tarde do que nunca!!
    Foi uma conversa muito difícil, mas mudou minha vida. Pra minha surpresa, eles ficaram indignados com os abusos sofridos e inclusive ouvi alguns pedidos de perdão. Sabiam que tinham errado comigo, eu era vítima, vítima da pobreza, da ignorância, da minha própria família.
    Entrei na faculdade de direito, me formei, me especializei, casei, tive um filho, hoje sou doutor; Doutor da minha vida, dos meus caminhos, do meu corpo, de mim.
    Infelizmente essa criança não teve a mesma sorte. Triste.

  4. -81 Claudio 14/03/2014 10:07

    Gostei do seu relato, mas o problema é bem complicado neste caso. Ou veja o que você mesmo escreveu: “O pai desempregado e envolvido com o tráfico de drogas, porque ela, mãe de outros três filhos (também criados por terceiros)”. É ou não é a receita certinha para a catástrofe? Se queres mesmo ser um deputado ativo na luta em favor dos direitos humanos, é preciso que entenda que o menor problema a ser enfrentado, ao menos neste caso, é exatamente a homofobia. Com uma sina dessas, esse menino estava fadado ao fracasso mesmo sendo o mais macho dos garotos na escola. Esse flagelo em que vive a grande maioria da população brasileira hoje é que é uma afronta aos direitos humanos. Quantos Alex não morrerão espancados nas periferias brasileiras, devido a carência de tudo e a proximidade com a violência, com a miséria, com a falta de saneamento, com as péssimas condições de moradia, com a total falta de atenção à saúde, com a falta de segurança e, o que é mais grave a meu ver, com a total falta de educação. Somos uma fábrica de analfabetos funcionais a todo vapor. Sem uma melhora urgente em nossa educação, toda essa sua luta contra a discriminação será em vão. E não é apoiando um governo que criou a classe média de trezentos reais a cura para esses males todos. Abs

  5. -82 Ivan Medeiros 08/03/2014 18:09

    Eu fiquei muito triste com o que aconteceu com esse garotinho,tadinho, gostava de dançar, de lavar louça, devia ser uma criança feliz, apesar de viver na miseria.Fiquei pensando em todo sofrimento pelo qual ele passou, tambem tive vontade de ser o pai dele, de dar a ele proteçao, amor, carinho.Essa historia do Alex doeu em meu coraçao, mais do que eu esperaria. mas pelo resto da minha vida farei preces pra ele, e vou enviar muita vibraçao de amor e carinho, pra que ele sinta onde estiver

  6. -83 Juliana 08/03/2014 14:36

    Lindo!! Lindo!! Orgulho também pela sua coragem! os comentários que leio de algumas das pessoas acima a respeito do que escreveu me enojam e me deixam indignada. Parabéns pela sua força…

  7. -84 Célia 07/03/2014 18:36

    É Denise você pelo jeito decorou a Bíblia mas não deixou Deus entrar no seu coração. ao contrário de Jesus, você com certeza teria incentivado a multidão a apedrejar alguém. PRECONCEITO E RACISMO NÃO COMBINAM COM RELIGIÃO. Vai reciclar sua mente

  8. -85 juliana 07/03/2014 17:34

    Denise,

    Nao tenho nada contra tua religiao, mais o que tem haver isso..a pessoa nasce com uma opção sexual ja formada ela nao escolhe ser diferente….e outra ninguem tem o direito de tirar a vida de outra so porque e diferente….e voce mais que ninguem devia saber se diz tao religiosa mais sai apontando o dedo e julgando sendo que esta bem claro que nao se deve julgar ao outro.

    jean parabens por assumir o que vc é realmente, ninguem tem que questionar ou julgar você

  9. -86 josy 07/03/2014 15:48

    Só a Deus cabe julgar as pessoas, se concordamos ou não com a opção sexual do próximo é problema nosso, o que temos que fazer é respeitar as pessoas do jeito que elas são, o que falta no mundo é amor e Deus nos corações, porque Ele existe sim e nos vê, nos ajuda e nos cobra e nos ama todos os dias, vivamos a nossa vida e deixemos a vida e as preferências dos outros, cada um sabe de si.

  10. -87 joelma 07/03/2014 15:05

    n aguento nem lembrar q quero chorar tenho um filho da mesma iadade ,fiquei arrasada

  11. -88 Robert 07/03/2014 10:08

    Jean, bom dia!
    Ler um texto desse e não conter as lágrimas é um ato impossível. Incrível como nós, homossexuais, temos que ralar o dobro para ganhar um mínimo de respeito e consideração das pessoas. Temos que ser melhores nos nossos empregos, em nossas casas e com o nosso próximo, tudo isso para qual alguém levantar um dedo e nos chamar de GAY, termos nossas qualidades como argumento.
    Fiquei muito triste ao ler a história do pequeno Alex no noticiários.
    Recentemente, comecei meu projeto de documentário sobre pais que perderam seus filhos em ator homofóbicos, com este vídeo, quero levar ao parlamento e mostrar que quando um de nós morre, não é só mais um “VIADINHO” que deixa de existir (para o bem da manutenção da espécie humana e da preservação dos héteros), mas perde-se toda uma estrutura familiar.
    A mãe que deixa de fazer o bolo de aniversário, o pai que sonhava na profissão do filho, os irmãos que terão de brincar com os vizinhos.
    Engraçado como os “evangélicos” dizem que escolhemos ser assim. Não me recordo de aos 6 anos de idade escolher isso, sim, 6 anos, isso mesmo. Com 6 anos de idade brincava de boneca escondido e já sentia uma pequena “atração” por homens.
    Quem em sua sã consciência decidiria abrir mão da “normalidade social” e ir de frente aos “padrões” da sociedade?
    Obrigado por compartilhar um texto tão bonito.

  12. -89 João 06/03/2014 22:51

    O mais importante nesse artigo de Jean Wyllys não é a sua dúvida da existência divina, mas do abandono do ser humano, dentro da família e em outros espaços da sociedade. É denúncia da possibilidade de se matar com gestos e palavras qualquer um que não esteja dentro dessa nossa sociedade (brasileira), é a denúncia da morte de uma criança, vinda de uma família já sem base, sem estrutura (e que se multiplica em nome da heterossexualidade) … É a respeito do ser humano, incapaz de amar o seu próprio filho.

  13. -90 Lucio 06/03/2014 22:02

    Tambem chorei muito com a triste historia desse garotinho, fico pensando nele e meu coraçao aperta, queria socorre-lo, dar a ele proteçao, amor, carinho, mas prometi a mim mesmo que vou vibrar amor a ele todos os dias.Pra mim amor a gente sente aqui ou estando em outra dimensao.Quanto a tal Denise, quem disse que Deus condena a homossexualidade?Ate onde eu sei nem Deus, e nem Cristo condenaram, quem condenou foi Paulo de Tarso, que tambem era a favor da escravidao, da submissao das mulheres perante os homens, e um monte de coisas absurdas.Voces pseudo evangelicos deveriam para de dizer que sao cristaos, porque Cristo so pregava o amor, e voces desconhecem isso.

  14. -91 marcos 06/03/2014 21:23

    muito triste que em um assunto desse tem gente que fala tanta besteira… não culpe DEUS nem ninguem pela nossa propria falta de carater, essa éa sociedade em que vivemos, uns tem mais sorte que os outros lamentavelmente mas cada um tem sua propria consciência infelizmente existem animais como esse ” PAI ” existem outros que tb maltratam seus filhos por outros motivos, quanto ao ALEX ele esta com DEUS em um bom lugar pois era uma criança pura como todas são…

  15. -92 rose 06/03/2014 21:05

    Jean respeito sua história de vida. Independente de qualquer conflito ideológico que possa nos colocar em lados opostos, ninguém deveria passar pelo que esse garotinho passou… É triste ver um pai (se é que ele um dia exerceu esse papel) agir dessa forma.
    Taí uma luta pela qual todos deveriam se unir, a proteção às crianças. Essas são as verdadeiras vítimas dessa sociedade desigual.

  16. -93 Adriana Souza 06/03/2014 20:58

    O “mundo”,precisa de amor…sem mas!

  17. -94 Leny Fernandes Zulim 06/03/2014 20:56

    Jean
    Sempre admirei suas atitudes. No BBB,, que não costumo ver, vc me fez pegar no telefone e ligar par votar. Coisa que em meu cotidiano não faria com a vida atribulada que tenho. Como vc sou professora e senti grande tristeza lendo seu texto. Vc nem eu podemos fazer nada mais para mudar a situação do garoto vítima de tal violência. Mas eu por aqui e vc por aí, com bem mais visibilidade que eu, podemos continuar firmes lutando contra a violência de todo tipo e contra as injustiças. Sigo acre4ditando que vc vai ter sempre essa postura.

  18. -95 claudia 06/03/2014 20:38

    Mais um caso de violência contra as crianças, que são mortas, molestadas por quem deveria protege-la, educá-la, e dar carinho. Este assassinato, em especial, é mais revoltante, pois fere o direito de uma criança viver a sua essência, sua vida, que estava apenas começando. É impossível não se emocionar, não ficar indignada. A maldade e preconceito das pessoas não toleram isso… ., sobretudo as que se acham que tem mais fé que as outras, ou seu Deus é diferente, preconceituoso.
    Precisamos de indivíduos como o Jean para “abrir a cabeça” das pessoas, para que a sociedade reflita sobre o que estamos construindo para as futuras gerações, e exponha , com sensibilidade, as discussões sobre novos caminhos que devemos tomar.

  19. -96 Mari 06/03/2014 20:24

    Depois de ler as opinioes aqui colocadas, fiquei mais triste ainda com a situacao da qual o ser humano se encontra…
    O garoto Alex, teve a infelicidade de nascer num lar desestruturado em todos os sentidos, infelizmente o fato de nao se ter dinheiro, nao e desculpa, quantas familias vivem em estado de miseria e mesmo assim o Amor nao falta entre eles, sao poucos os casos ultimamente, mas gracas a Deus ainda exite! Mas so Deus sabe o que cada um tem de passar…e nao estou aqui pra julgar isso…
    Outro ponto sao pessoas “cultas”, que tiveram oportunidades tao diferentes na vida e ainda depois de ler um desabafo emocionante como esse, um testemunho de vida, se colocarem como os donos da verdade, quanta intolerancia, eu tenho minha religiao, mas independente de qualquer coisa, eu acredito em Deus, entao, se hoje voce leu que “se Deus realmente exite”, nao haja como o dito “pai” que nao aceitava o jeito de seu filho, voce que faz isso, esta matando o ser humano em sua essencia, voce pode nao usar de forca fisica, ms suas palavras ferem tanto quanto o ato que ele cometeu.
    Se voce realmente acredita em Deus, faca como Ele, aceite as diferencas, voce pode nao gostar, mas respeite, a partir do momento que a humanidade se enxergar como gente, e se ver no proximo, com certeza, muitas opinioes como essas colocadas, e atos repugnantes como esse cometido contra o puro garoto Alex nao serao mais cometidos…E se fosse voce? E se fosse voce…

  20. -97 Luzia Sebastiana Silva 06/03/2014 19:34

    Sra. denise,
    Se Deus existe e criou todos os seres, certamente criou, também, os homossexuais que ele ama, como a todos os seus filhos. Somos todos iguais, perante a lei e Deus. Deus não dá a ninguém, autorização para julgar seus filhos. Somos todos iguais : a senhora, eu, Jean (que tenho certeza, é uma ser humano maravilhoso) e os demais. Podre, senhora, é a mente da pessoa que se sente acima de tudo e todos e acha que pode apontar seu dedo para os erros (?) dos outros. Nenhuma religião torna a pessoa melhor que o outro. O verdadeiro cristão é, antes de tudo, exemplo. Então, senhora, olhe para sua vida, cuide dela e de sua família. Ninguém sabe o dia de amanhã… Ponha mais amor, doçura e compaixão em seu coração. Deus não gosta de preconceituosos e amargos.

  21. -98 Jussara Martins 06/03/2014 19:32

    Parabéns pelo lindo texto!!!!! Emocionante!!!! Chorei muiiiiiiiiiiito!!!! Bjks!!!

  22. -99 Luzia Sebastiana Silva 06/03/2014 19:24

    Senhora Denise,

    Se Deus existe e criou todos os seres da Terra, ele criou, também, os homossexuais e, com certeza, os ama como a qualquer de seus filhos – ou não seria o Pai misericordioso que é. O problema são pessoas preconceituosas que julgam os outros e se sentem superiores aos seus irmãos, porque somos todos iguais – perante a lei e Deus, com certeza. A senhora é igual a todos os seres humanos: igual a mim, ao Jean e todos os nossos irmãos. Que tipo de cristão é a pessoa que se julga melhor que o outro? O conhecimento da Bíblia (se é que a senhora a entende) não lhe credencia a julgar ninguém. Olhe sua vida, cuide dela e de sua família, pois ninguém sabe o dia de amanhã… Coloque mais amar, compaixão e doçura em seu coração. Deus não gosta de pessoas preconceituosas e amargas…

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