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sexta-feira, 2 de agosto de 2013 LGBTs | 13:49

Pilar, uma mãe como tantas outras mães

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(Foto: Reprodução / TV Globo)

Esta é a segunda vez em que me refiro ao personagem Félix. Agora, não com uma crítica à sua construção, e sim para falar sobre um momento da trama, exibido ontem, que reflete um momento da vida de todo LGBT: o momento da saída do armário, mesmo que esta não seja exatamente voluntária.

Mais que uma discussão sobre esta saída, quero falar sobre a relação que todo gay tem com sua família. A família é sempre a primeira a saber e a última a acreditar. Diferentemente de um jovem negro, por exemplo, que ao ser insultado na rua é acolhido pela sua família, o jovem LGBT não é acolhido. É quase sempre reprimido pela sua família. Os pais, com suas expectativas em relação ao filho homem (e à filha mulher também), apenas conseguem imaginar um destino imperfeito a ele. E os primeiros momentos desta saída do armário costumam ser bem difíceis.

Em meio à confusão, Félix encontrou compreensão exatamente em sua mãe, que sempre soube, mas não tinha coragem de dizer a si mesma. Uma pessoa esclarecida, mas que até então ainda refletia alguns preconceitos exatamente pelo distanciamento, por não olhar para seu próprio filho, mesmo quando convencida a fazê-lo.

Comigo foi um simples “não falo disso”. E não falamos mais disso, muito embora, sem falar, evoluímos em nossa relação no dia a dia. O preconceito existe enquanto há uma distância entre você e aquilo que você não conhece. À medida em que minha mãe foi me conhecendo nesta nova atitude e que foi conhecendo meus amigos, esta barreira do preconceito foi caindo. Hoje, mesmo pertencendo à igreja, sua atitude é quase a atitude de uma ativista, de me defender e de ter orgulho de seu filho.

Hoje só posso lhe agradecer por ter me acolhido e me defendido da estupidez homofóbica.

Da mesma forma fazem as Mães pela Igualdade, um grupo de mães que luta contra a homofobia, defendendo a igualdade de direitos para suas famílias, enquanto reclamam justiça pelos jovens assassinados por sua orientação sexual. São mães que foram além do imaginário popular, que considera que homossexuais serão necessariamente marginais, e reconheceram que seus filhos podem ser grandes pessoas na vida. Não apenas no sentido profissional, mas no sentido de caráter.

Esta relação entre gays e suas mães perdura por toda a vida. Quase sempre o filho gay é quem fica com a mãe, pois os filhos héteros tem suas esposas, que estabelecem uma relação de concorrência com a sogra, enquanto o namorado ou esposo do filho, não. O casal sempre se aproxima mais das mães.

Uma boa hora para pensarmos em como as relações familiares se constroem, como se constrói o amor e o respeito, e como tantos ressentimentos podem ser evitados quando há compreensão. Como disse à minha mãe naquela ocasião, “só quero que a senhora entenda que eu gosto de outros homens e isso não muda nada em minha vida”. E ela entendeu; para ela, nada disto mais é um problema.

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22 comentários | Comentar

  1. 72 vagner 22/08/2013 12:27

    Isabel
    Sim, no meu caso vim a entender que era Homossexual quando já estava em um relacionamento Heteroafetivo, muitos conhecidos meus, de antes do meu casamento com meu esposo, são casados com mulheres, tem filhos e vivem uma vida dupla, é deprimente ver a insatisfação e a falta de possibilidades a eles, que se prendem em estigmas criados por nós seres humanos.
    Respondendo a sua questão.
    Vocês não fazem ideia do que um homossexual é capas de fazer se puder esconder eu é homossexual, pois o monstro que criamos na nossa cabeça sobre assumir nossa sexualidade é tão grande que nos sega, não vemos o amor de nossos pais e amigos, só conseguimos imaginar o olhar de desprezo, insatisfação e decepção.

  2. 71 Bruno 22/08/2013 11:53

    Ótimo texto, Jean. Sobre a novela… o que eu acho estranho neste personagem é que, para um gay enrustido casado com mulher, ele sempre exagerou nos trejeitos… Os gays casados com mulher são exatamente o oposto, fazem das tripas coração para não transparecerem nada sobre sua sexualidade, para se parecerem o máximo possível com o “padrão hétero”. Mesmo assim, acho que é o primeiro personagem gay “de verdade” que eu vejo em novela… o resto foi só figurante, ou então bobo da corte pra animar os telespectadores.

  3. 70 Gisa Londero 21/08/2013 15:53

    Obrigada Jean! Por tudo o que tu representas! Muito orgulho de ti! Refleti sobre o preconceito no meu blog, se puder passa la:
    http://gisalondero41.blogspot.it/2013/04/o-preconceito-nao-me-representa.html

    beijos com muito carinho

  4. 69 ronaldo 08/08/2013 12:11

    O nivel de imbecilidade e homofia crescente dos brasileiros

  5. 68 Deocleciano moura faiao 05/08/2013 19:34

    *** recentemente li uma critica ,sobre o papel de educação das novelas ,hora novela ,não é feita para se educar ,e sim para trazer para a sala este tipo de situação ,numa sociedade que não lê, e não gosta de se olhar ,refletir, e buscar uma integração das diferenças. eu gostei de tudo neste ultimos dias ,e mais ainda da forma como o personagem nos apresenta pois, mostra que existe gays mau caráter , fracos como qualquer segmento da sociedade. e a maldade independe de identidade sexual*** azul 2013

  6. 67 Beatriz 03/08/2013 22:26

    estamos juntos!

  7. 66 Homero 03/08/2013 19:13

    EMOCIONANTE O TEXTO e o comentário anterior….no meu caso tenho minha mãe ao meu lado…mas qto a meu pai….ele associa minha homossexualidade a uma manifestação demoniaca….lamentável!

  8. 65 Isabel 03/08/2013 12:07

    Apesar de Felix ser realmente atraído por homens, fico confusa em relação a ele. Se ele conseguiu viver com a Edith por tantos anos, não seria ele um bissexual? Um 100% homossexual consegue isso? Ele realmente vivia com ela apenas porque tinha medo do pai e da sociedade? Como conseguiu? Segundo Kinsey, ser homossexual ou heterossexual são dois extremos raros. A grande maioria das pessoas está num meio termo, numa escala que vai de 0 a 6, sendo o 0 os exclusivamente heterossexuais e o 6 os exclusivamente homossexuais. Os homens casados com mulheres q sentem atração por outros homens não estariam neste meio termo? O q vc pensa sobre isso, Jean? Não sei, mas às vezes acho essa patrulha para “sair do armário” exagerada. As pessoas deviam ser mais livres sexualmente, sem ter q se enquadrar num rótulo ou outro. Gostaria de ter mais informação sobre bissexualidade. Sou casada com um homem, que recentemente me confessou ter atração por outros homens e estava tendo um caso com um. Nós nos separamos, porém ele quer continuar vivendo comigo. Pq ele não quer se separar de mim? Sendo q, apesar de amá-lo imensamente, eu o deixei livre, eu aceito e apoio q ele viva sua orientação sexual, não tenho medo da opinião dos outros, a família dele o ama muito e vai compreender, ele é super esclarecido em relação a tudo e tb não parece ter medo da opinião dos outros. Mas apesar do desejo por rapazes, diz q me ama e quer viver comigo. Ele é um bissexual ou é um homossexual q não quer sair do armário? Se amanhã ele assumir um relacionamento com um rapaz, será visto com certeza como um gay q finalmente saiu do armário. Na situação oposta, tenho um amigo que foi assumidamente gay por muitos anos, e hoje é casado com uma mulher e tem dois filhos, ele está feliz com ela, mas é visto como um gay q se acovardou e se enfiou no armário. Complicado. Vc poderia fazer um texto sobre bissexualidade, para esclarecer mais esta questão?

  9. 64 Sueli Santos 03/08/2013 10:34

    O seu comentário me fez refletir,pensar e até chorar. Ando pensando muito neste assunto. Na verdade só pensamos quando invade o nosso mundo. Não consigo falar ainda, estou em processo comigo mesma.
    Mas tenho certeza que tudo vai ficar bem.

  10. 63 Rodolfo Alves 02/08/2013 21:03

    Jean que legal! Você é muito sabido! Obrigado!

  11. 62 Alex Tietre 02/08/2013 20:20

    Fiquei emocionado com as cenas, assisti com minha mãe e meu pai, meu pai não dizia nada enquanto minha mãe acrescentava palavras de amor aos textos da Suzana, o fato de meu pai não dizer nada também é um apoio. Precisamos principalmente do apoio da família e depois disso precisamos do respeito da sociedade e é de pessoas como você Jean que precisamos pra conquistarmos esse respeito e também nossos direitos, parabéns por seu trabalho. Estou tentando ajudar de alguma forma, depois da minha manifestação no maracanã, criei esse blog para tentar ajudar pessoas que sofrem preconceito. http://www.sergayehmara.blogspot.com.br/

  12. 61 Roberto 02/08/2013 19:49

    Concordo com você Jean. Se o caráter das pessoas não estive ligado a esteriótipos caricatos de maneira tão arraigado, seria mais fácil mostrar que ser gay não nos faz diferentes de ninguém. O caráter – que é parte fundamental do ser humano e da sociedade – deveria ser mais valorizado do que qualquer outra coisa.

    O mundo já é tão duro, para quê tornar as coisas ainda mais difíceis no convívio social e FAMILIAR?

  13. 60 Maria da Conceição Freitas 02/08/2013 18:03

    Jean,

    A sua fala é tão simples, assim, como é a vida, as escolhas e a busca individual pela felicidade. Fiquei emocionada. Você é odara!

  14. 59 Maurício Ferreira 02/08/2013 17:55

    Uma vez ouvi de um amigo homossexual “nenhuma mãe rejeitaria seu filho pela condição sexual dele, ela é mãe, o amará incondicionalmente!” . E não é que o menino tinha razão… mãe é realmente surpreendente. Minha mãe não entende como um homem pode gostar de outro homem, mas ela não me exclui por isso. Mas tenho que ressaltar que tenho um pai maravilhoso que além de me aceitar (assim como a minha mãe), ele também me compreende, não me recrimina, acho que na condição dele enquanto heterossexual é tão impensável um homem gostar de outro homem, que se um homem diz que gosta, é por que gosta mesmo e nada pode-se fazer contra isso… Então ele apenas aceita e me ama, não como um filho homossexual, mas como um filho! Meu pai é demais!

  15. 58 Michelle 02/08/2013 15:53

    Jean, admiro seu trabalho, seus textos, sua lucidez. Votaria em ti se não morasse em outro estado 😉
    Apenas gostaria de colocar que a disputa entre noras e sogras também é uma forma simplificada de analisar uma relação familiar. Do meu ponto de vista a proximidade de um filho gay com sua mãe se dá por outros fatores, talvez mais complexos para caber em um parágrafo.
    Longe de te corrigir, quis apenas pontuar a parte do teu artigo que considerei um pouco mais superficial do que você costuma ser.
    Abçs e sucesso para você nas suas tão justas lutas!

  16. 57 Paolo Dodet 02/08/2013 15:39

    Ontem fiquei dividido em duas pessoas ao ver a cena da qual se fala neste post do On. Jean Wyllys.
    Por um lado havia eu que regozijava pelo desmascaramento do “vilão” Felix como autor de maracutaias contra, praticamente, todo mundo.
    Do outro lado havia eu que se emocionava com o lado humano da “saída do armário” forçada do “ser humano” Felix e que além de me emocionar fez-me refletir sobre o quanto duro deve ser para muitos GLBTs viver uma vida dupla por um período de sua vida, até o reconhecimento de si próprios como seres completos e sem “falhas” perante si próprios, somente depois deste reconhecimento e consequente aceitação é que será possível para os outros, em sentido lato, reconhecê-los e aceitá-los.
    Não deve ser fácil.
    Nesta nossa sociedade tão presa em papeis pré-constituídos e pré-fabricados, onde todos nós deveríamos comportar-nos de acordo com regras que, de fora para dentro, tentam moldar nossos comportamentos, nossos pensamentos, nossa maneira de se,r ignorando de facto quem verdadadeiramente somos, eliminando sem piedade qualquer possibilidade de conhecermos a nós mesmos e de descubrirmos sozinhos o mistério que jaz pronto, para descobrirmo-lo dentro de cada um de nós.
    Isso tudo, claro, não é só o drama dos GLBTs, mas de todos nós, em várias medidas e graus, com sofrimentos e limitações diferentes de acordo com as situações pessoais de cada um de nós. Ontem foi exposto o drama de uma pessoa com uma escolha sexual diferente da “maioria”, mas poderia ser o drama do filho de Felix que quer ser um arquiteto e o pai, não aceitando, quer que seja médico, poderia ser o drama dos que querem ser dançarinos, músicos, atores e os pais não deixam porque ser advogado, médico ou engenheiro tem mais “status”. Enfim, há muitas variáveis nesta trama da vida, a constante é que a falta de respeito do outro. Só.

  17. 56 Elir Ferrari 02/08/2013 15:36

    Não posso chamar de “saída do armário”, porque nunca estive nele, mas certamente minha irmã garantiu que a porta jamais se fechasse, caso eu escorregasse para dentro dele.
    Nunca agi ou pensei diferente, sempre me achei integrado a tudo e a todos, mesmo com certo bullying na escola. Nunca me senti mal com minha sexualidade e simplesmente agia como qualquer outra pessoa da família. Só não trazia namorados em casa, porque não conseguia arranjar um.

    Um dia, já na minha adolescência, minha irmã descobriu (o que havia para ser descoberto, se eu não escondia?) que eu era gay e fez um estardalhaço. Passei por uma situação muito próxima à do Félix. Tios e tias vieram tirar a limpo, alguns encolerizados contra, outros a favor. Com minha mãe também tive um bom diálogo e nenhum diálogo com meu pai. Aliás, militar de profissão e convicção, pensei que fosse se rebelar, na maré da parentada. Mas, simplesmente não falamos no assunto e ele continuou o mesmo (que já não era muito de diálogo mesmo, com nenhum filho). Mas acontece que minha irmã, aliada ao então namorado (atual marido), a homófoba-mor da família, infernizou minha vida na época. E eu jamais entendi como uma irmã tão próxima em convívio e afeto pôde se transformar numa inimiga. Ainda hoje temos nossas diferenças, depois de 30 anos, mas aí eu já acho que trata-se de uma certa insanidade dela…

    Sou de uma época em que o armário era a obrigação social. Sempre lidei com o assunto naturalmente. Embora nunca tenha levantado bandeira, nunca me escondi. Sempre falei de meus namorados nas conversas sobre as esposas com os colegas de trabalho; sempre dei esclarecimentos a todas as mulheres que tentaram me conquistar… Nunca entendi amigos meus que tinham medos do fantasma da não aceitação. Sempre pensei que não são obrigados a me aceitarem, assim como eu não aceito os que não me aceitam, numa formação reativa que se retroalimenta (e acho perfeitamente saudável). Sempre achei que nós, gays, devíamos abolir a baixa autoestima e ser mais altivos e unidos para as conquistas políticas.

    Ainda hoje continuo não entendendo como as pessoas levam essa questão a ferro e fogo! Se existem malafaias e papas e qualquer homófobo (ou mesmo apenas neutro, levemente intolerante à cessão de direitos), e se há uma legião de séquitos, é porque existe uma parcela da população que quer ser representada; caso contrário, os líderes não ganhariam terreno. E isso me entristece e me preocupa, porque estamos no século XXI e ainda estamos muito aquém na escala socioevolutiva. Embora possa haver justificativa histórica, sociológica, antropológica, ou qual quer que seja, o que há mesmo é a vasta estupidez humana! Que cada vez parece-me mais estúpida.

  18. 55 Vera 02/08/2013 15:30

    Parabéns, Jean, pelo texto, pela conduta, pela forma como defende esta causa tão justa! Sou sua fã e acompanho sua trajetória na política e nos meios de comunicação, sempre coerente, equiilibrado e lúcido.

  19. 54 Lourdinha 02/08/2013 15:30

    Tenho quatro filhos e um deles, o do meio, é homossexual. Hoje ele tem 31 anos, mas entendi que ele era assim quando tinha 16.
    Apoiei desde sempre, porque nunca tive preconceito contra gays e sempre tive amigos homossexuais.
    Ele mora em Londres há nove anos, casou e confesso que fiquei muito feliz por ele ter vindo viver num país em que os direitos civis são muito mais respeitados do que no nosso. Porque eu sofreria muito vendo meu filho ser discriminado.

  20. 53 Elisabeth Guelfi Biglia 02/08/2013 15:30

    Os gays é que são na maioria, os Homens com “H”… Em termos, o Félix é um deles! …Sua formação de caráter pode ter relação absoluta com todo preconceito que sofreu desde a infância, sua maneira “torta” de enfrentar a Vida!… Que todos possam “Viver a Vida” com liberdade (basta que se aniquile a “ignorância” que gera o pré conceito, para que todos possam respeitar à si mesmos, à seus filhos e ao próximo). Amigo Jean Wyllys, havemos de incentivar psiquiatras e psicólogos para as mídias, a fim de darem entrevistas e palestras sobre a homossexualidade (não só para que o povo aceite os homossexuais, mas para que também questionem a própria sexualidade (tem muita gente que está no armário e abomina a homossexualidade, creio que os que mais abominam são os próprios, tanto homens como mulheres)… É pura “ignorância” da questão!! …

  21. 52 Pedro 02/08/2013 15:18

    Parabéns pela análise, Jean.
    Comigo a história foi a mesma também e, mesmo que tenha sido difícil no começo, a relação com meus familiares nunca esteve melhor.
    Seria muito bom poder ver mais exemplos como os nossos sendo divulgados para o(a)s jovens que passam por este problema agora ou que se imaginam passar no futuro.
    Espero que eles possam entender, como é o tema daquela campanha nos EUA, que as dificuldades e medos vão passar com o tempo.
    Abraços e votos de mais sucesso.
    Pedro

  22. 51 Fabiano Ieck 02/08/2013 14:40

    Tambem postei um comentario hoje sobre esta personagem que me fez refletir sobre a ‘necessidade’ de aceitação que o jovem LGBT sente, ao menos de sua familia. Walcyr Carrasco está de parabens por abordar um tema tão atual de forma tão sensivel, em minha humilde opinião o melhor momento do capitulo de ontem foi com toda certeza ver o filho tantas vezes maltratado superar tudo e abraçar o pai em uma espécie de ‘revelação e perdão’ velado, em que só quem já passou por esse alivio de ‘revelar’ vai saber o que é, a paz que imunda nossa alma após esse fardo ser descarregado. Com toda certeza apartir de hoje os amantes do folhetim terão uma nova personagem para odiar, o pai com seu preconceito e renegação será o novo vilão da trama e isso reflete nossos tempos, tempos em que um vilão bem humorado e charmoso é bem menos odiado que um preconceituoso cheio de podres mentiras. Uma inversão de valores? creio que não, apenas uma nova mentalidade.

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